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Passo 1: ligue para o atendimento no primeiro minuto em que a conexão cair, exija o número de protocolo antes de desligar e anote o horário exato do registro num papel ou no aplicativo de notas.
Passo 2: fotografe o roteador com a luz de falha acesa, porque a foto carimba o horário no celular, e repita o registro a cada novo dia em que o sinal continuar fora.
Passo 3: guarde o protocolo do reparo concluído e confira a fatura seguinte linha por linha, cobrando o detalhamento do desconto pelo mesmo canal quando o abatimento não aparecer descrito.
A redação acompanhou o caso de Joelma Ribeiro Pastor, costureira de Feira de Santana, que autorizou o uso dos números da fatura dela. A conexão da casa, usada também para receber pedidos de clientes por aplicativo, caiu numa terça-feira de julho de 2025 depois de uma obra de asfalto na rua.
O cabo de fibra da caixa do poste ficou rompido. A luz de falha do roteador acendeu em vermelho às 9h40, a televisão por assinatura do pacote parou junto, e a linha só voltou a funcionar oito dias e oito horas depois, na quarta-feira seguinte, às 17h40.
Ela ligou para o atendimento na mesma manhã e anotou o protocolo num caderno de encomendas. Repetiu a ligação em dois dias seguintes, quando o técnico prometido não apareceu, e ficou com três protocolos distintos do mesmo problema.
O que a fatura mostrou depois:
| Mensalidade do pacote de internet fixa e televisão | R$ 149,90 | | Tempo total de interrupção registrado nos protocolos | 8 dias e 8 horas | | Valor proporcional por dia parado | R$ 5,00 | | Desconto creditado na fatura de agosto | R$ 41,60 | | Multa de fidelidade cobrada no cancelamento posterior | R$ 0,00 |
A primeira fatura veio integral, com os R$ 149,90 cheios e nenhuma menção aos oito dias sem sinal. O atendimento alegou que o abatimento dependia de um pedido formal do cliente, o que a regra do setor não exige em nenhum trecho.
Ela abriu reclamação na Agência Nacional de Telecomunicações pelo site, com os três protocolos e as fotos do roteador com a luz vermelha e o horário do celular. A operadora respondeu em sete dias, reconheceu o período de interrupção registrado no sistema e lançou o crédito.
O desconto apareceu na fatura de agosto, descrito na linha de ajustes, no valor de R$ 41,60. Ela cancelou o contrato dois meses depois por causa da lentidão persistente e não pagou multa de fidelidade, porque o histórico de falhas ficou registrado nos protocolos.
O protocolo aberto no minuto da queda define o início da contagem, a foto do roteador com horário prova o dia, e a fatura sem linha de desconto descrita é a peça que sustenta a reclamação na agência reguladora.
Nenhum advogado entrou na história. Três ligações de poucos minutos, quatro fotos tiradas do celular e um formulário público e gratuito bastaram para trazer de volta o valor de oito dias de serviço que não foi entregue.
A conta se repete em qualquer casa com internet fixa contratada. Uma assinatura de R$ 99,90 devolve R$ 3,33 por dia parado, uma de R$ 199,90 devolve R$ 6,66, e duas quedas longas por ano já pagam o mês inteiro de quem cobra o que está na regra.
Hoje: abra o aplicativo da sua operadora e localize o histórico de protocolos abertos nos últimos 60 dias. Uma consulta, nas próximas vinte e quatro horas, para descobrir quantas horas de conexão você já pagou sem receber.
"Você anotou o protocolo da última vez que a sua internet caiu?"
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