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Passo 1: peça ao médico que encaminha o laudo de TFD preenchido no mesmo dia da consulta, com o campo de acompanhante marcado e o motivo clínico escrito, porque o laudo incompleto volta do setor sem análise.
Passo 2: protocole o laudo no setor de TFD da secretaria municipal antes da data marcada no destino, e saia do balcão com o protocolo anotado e o prazo de resposta informado por quem atendeu.
Passo 3: guarde a declaração de comparecimento carimbada pelo hospital de destino e entregue ao voltar, porque ela libera o pagamento da viagem seguinte.
A redação acompanhou o caso de Rosileia Martins de Souza, costureira em Governador Valadares, que autorizou o uso dos números dela. O marido, Edmar, tem indicação de sessões de hemodiálise em Belo Horizonte, a 214 quilômetros de casa, e a cidade deles não oferece o procedimento pela rede pública.
O médico do posto assinou o laudo de TFD numa quarta, com o campo de acompanhante preenchido pela condição clínica dele. Ela protocolou na secretaria na quinta de manhã, recebeu o protocolo no balcão e a resposta da comissão saiu em seis dias úteis, com autorização para o ciclo inteiro do tratamento.
As duas primeiras viagens tinham saído do bolso da casa, sem TFD, e foi a conta delas que a família levou ao balcão. Cada ida cobrava passagem dos dois, almoço fora e uma noite de pernoite, porque a sessão começava cedo demais para quem pega estrada no mesmo dia.
O que as duas viagens mensais custavam à casa, pelos valores de bilhete e de hospedagem que ela pagou:
| Passagem intermunicipal, ida e volta, duas pessoas | R$ 92 por viagem | | Alimentação do dia, paciente e acompanhante | R$ 26 por viagem | | Pernoite em quarto simples perto do hospital | R$ 70 por viagem | | Custo de uma viagem com acompanhante | R$ 188 | | Duas viagens por mês | R$ 376 no mês | | Doze meses de tratamento continuado | R$ 4.512 no ano |
Com a autorização em mãos, a secretaria passou a emitir as passagens dos dois e a depositar a ajuda de custo de alimentação e de pernoite antes de cada ida. A despesa própria da casa caiu para o cafezinho da rodoviária, e a renda de costura dela deixou de cobrir estrada.
O laudo assinado numa quarta e protocolado na quinta devolveu R$ 376 por mês ao orçamento de uma casa que vive de costura; sem ele, as mesmas sessões aconteceriam do mesmo jeito, com a família pagando a viagem inteira.
A conta cresce com a distância e com a frequência: três sessões semanais, destino a 300 quilômetros e pernoite obrigatório passam de R$ 1.000 por mês, e a viagem feita antes da autorização entra por conta própria, sem reembolso retroativo em boa parte dos municípios.
Hoje: ligue para a secretaria municipal de saúde da sua cidade e pergunte o setor de TFD, o valor da diária de alimentação e o de pernoite. Três perguntas, uma ligação, nas próximas vinte e quatro horas, e o número da diária anotado no papel do encaminhamento.
"Você sabe quanto a sua cidade paga de diária de TFD por dia de viagem?"
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