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Passo 1: reúna documento de identidade, CPF, comprovante de residência, boletim de ocorrência e o relatório médico com descrição das lesões, e digitalize tudo em PDF legível antes de abrir o aplicativo.
Passo 2: abra o requerimento do seguro obrigatório no aplicativo da Caixa, informe a data do acidente exatamente como está no boletim, anexe os arquivos e indique uma conta bancária da própria pessoa que pede.
Passo 3: guarde o número do protocolo, acompanhe o andamento pelo mesmo canal e compareça à perícia agendada na clínica credenciada, levando a via original dos documentos anexados.
A redação testou o caminho com um entregador de aplicativo de 34 anos, atingido por um carro em 2024, com boletim de ocorrência registrado no mesmo dia e sequela no punho direito. Do login até o protocolo, o requerimento levou 21 minutos.
O aplicativo recusou o primeiro anexo. A foto do relatório médico tirada de celular, com sombra na margem e o carimbo do hospital cortado, voltou com aviso de documento ilegível, e a digitalização em PDF passou de primeira.
A data do acidente foi o segundo tropeço. O campo do formulário só aceita a data que consta no boletim de ocorrência, e a divergência de um dia entre o registro policial e a memória do rapaz travou o envio até a correção.
A perícia foi agendada em oito dias. O exame durou menos de vinte minutos numa clínica credenciada, e o laudo apontou comprometimento funcional parcial do punho, o que colocou o caso na tabela de percentuais em vez do teto cheio.
A análise consumiu 34 dias no total. O pedido ficou em exigência por nove dias pedindo a alta hospitalar completa, e voltou a andar assim que o arquivo entrou pelo mesmo protocolo, sem necessidade de novo requerimento.
A cobertura de despesas médicas exigiu mais cuidado que a de invalidez. Foram seis notas de fisioterapia e uma de órtese, e duas delas voltaram por estarem em nome de um familiar que pagou a consulta no cartão dele.
O resultado do teste apareceu assim:
| Invalidez parcial paga | R$ 3.375 | | Despesas médicas reembolsadas | R$ 1.240 | | Custo total do requerimento | R$ 0 |
Um segundo teste travou por conta bancária. O requerimento foi preenchido com a conta da esposa do rapaz machucado, a conferência recusou o depósito, e a correção do dado exigiu abrir o pedido de novo desde o início.
Nenhuma etapa cobra taxa: o requerimento é gratuito, a perícia é gratuita, o recurso administrativo é gratuito, e qualquer pessoa que ofereça agilizar a análise mediante pagamento está vendendo um serviço que o próprio banco presta sem custo.
Mensagem que promete liberar o seguro por adiantamento, pede senha do aplicativo ou cobra percentual sobre o valor a receber não vem da Caixa. O canal oficial é o aplicativo do banco, a agência física e o telefone publicado no site da instituição.
Quem se machucou no trânsito nos últimos três anos pode abrir a gaveta agora. O boletim de ocorrência e o relatório do hospital resolvem a maior parte do requerimento, e o caminho inteiro é gratuito do protocolo ao depósito.
"Você ainda tem o boletim de ocorrência daquele acidente guardado em casa?"
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