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A redação montou a simulação com um caso hipotético: Juliana Ferreira Santos, 31 anos, casada há 6 anos com Rafael Santos, auxiliar de almoxarifado com carteira assinada desde 2021, preso em regime fechado em agosto de 2026. O casal tem dois filhos, de 4 e 8 anos.
Os 12 salários de contribuição de Rafael antes da prisão somam R$ 21.000, média de R$ 1.750 por mês. A média cabe no limite de baixa renda, ele tem 5 anos de contribuição e não recebia nenhum benefício. As quatro condições estão cumpridas.
Passo 1: baixe o aplicativo Meu INSS, entre com a conta gov.br e toque em “Novo Pedido”.
Passo 2: busque “auxílio-reclusão”, escolha a opção urbana e anexe a certidão de casamento, as certidões de nascimento e o atestado de recolhimento.
Passo 3: anote o número do protocolo e acompanhe pela opção “Consultar Pedidos”.
A conta da família, com o salário mínimo de 2026:
• Benefício mensal: R$ 1.621.
• Cota de Juliana: R$ 540,33.
• Cota de cada filho: R$ 540,33.
• Total em 12 meses: R$ 19.452.
Os R$ 1.621 se dividem em três cotas iguais porque a lei trata os dependentes da primeira classe sem hierarquia: esposa e filhos recebem a mesma parte. Quando um filho completa 21 anos, a cota dele volta para os outros dois, e o total da família continua em um salário mínimo.
Com o requerimento feito em até 90 dias da prisão, a família de Juliana recebe R$ 1.621 por mês desde a data em que Rafael foi preso.
O atraso tem preço. Se Juliana esperasse 5 meses para pedir, os filhos estariam cobertos pelo prazo de 180 dias, mas a cota dela só contaria do requerimento: cerca de 2 meses perdidos, R$ 1.080,66.
O ponto fraco do caso é o atestado. A unidade onde Rafael está pode levar semanas para emitir o documento, e Juliana precisa solicitar o novo antes do vencimento do trimestre para não ver o depósito suspenso.
O caminho alternativo existe para quem não tem celular: a Central 135, ligação gratuita a partir de telefone fixo, registra o requerimento por telefone, e a agência do INSS recebe os documentos com agendamento.
Quantos meses faltam para o próximo atestado de recolhimento vencer na sua casa, ou na de alguém que você conhece?
Hoje: abra o Meu INSS com a conta gov.br do segurado, baixe o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais, o extrato de contribuições) e some os 12 últimos salários. Uma conta só, dividida por 12, nas próximas 24 horas, com o resultado anotado ao lado do limite de baixa renda do ano.
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