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Passo 1: abra o detalhe do último pagamento no aplicativo do Cadastro Único e conte quantas linhas de R$ 150 aparecem dentro da parcela, uma para cada criança de até seis anos da casa.
Passo 2: confira se todas as crianças pequenas da casa estão listadas no cadastro com a data de nascimento correta e se a última atualização cadastral tem menos de dois anos.
Passo 3: peça na secretaria da creche ou da escola o percentual de presença de cada criança no ciclo em curso e compare com o piso exigido para a idade dela.
A redação percorreu o caminho com o caso de uma leitora que autorizou a checagem, moradora do interior do Ceará, cinco pessoas na casa e dois filhos com três e cinco anos. Do primeiro acesso ao aplicativo até a confirmação do valor corrigido, foram 34 minutos de trabalho efetivo.
O extrato trazia uma linha de R$ 150 em vez de duas. O filho de três anos aparecia no cadastro, o de cinco tinha ficado de fora na última atualização feita por telefone, e a parcela chegava R$ 150 abaixo do que a família tinha direito havia sete meses.
A conta do caso conferido fechou assim:
| Valor mensal recuperado com a inclusão da segunda criança | R$ 150,00 | | Total do adicional na parcela depois da correção | R$ 300,00 | | Meses em que a família recebeu a menor | 7 |
A correção foi feita em uma visita ao posto de atendimento. A leitora levou documento com foto, comprovante de residência, a certidão de nascimento das duas crianças e a caderneta de vacinação, e o atendente incluiu o filho de cinco anos no cadastro na mesma manhã.
O primeiro atendimento por telefone tinha criado o problema. A atualização feita à distância registrou apenas a mudança de endereço da família e não abriu o campo de composição familiar, o que deixou a segunda criança de fora da folha sem nenhum aviso ao responsável.
A frequência escolar da criança de cinco anos estava em 71% no ciclo. O piso para a idade dela é de 60%, então o número passava com folga, e a redação confirmou o percentual na secretaria da creche antes de dar a checagem por encerrada.
A folha seguinte veio com as duas linhas. O depósito repetiu no mesmo dígito final de NIS, com R$ 300 de adicional dentro da parcela, e o retroativo entrou como crédito separado na terceira folha.
Nenhuma etapa desse caminho custa dinheiro: a inclusão da criança no Cadastro Único é gratuita, a atualização é gratuita, a consulta do extrato pelo aplicativo é gratuita, e quem cobra taxa de liberação ou de agilização do adicional está vendendo um serviço que não existe.
Mensagem com link curto prometendo liberar o valor da criança mediante pagamento não vem do poder público. A conferência acontece no aplicativo oficial e no posto de atendimento do município, com documento na mão, e nenhum programa federal legítimo cobra para incluir um filho na própria folha.
Hoje: abra o detalhe do último pagamento no aplicativo e conte as linhas de R$ 150 contra o número de crianças de até seis anos que moram na sua casa. Uma conferência, dois minutos, e o resultado já diz se falta alguém na folha deste mês.
"Quantos meses a sua parcela veio com uma linha de criança a menos?"
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